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sábado, 30 de janeiro de 2016

Os Bem Aventurados!


Ouvir assalariados só revela que  o tempo passa e as coisas seguem a  Primeira Lei de Newton  ,quando se trata de dinheiro.

Quando eu era jovem, eu gostaria de ter acesso as informações e conhecimentos sobre finanças, tão abundantes atualmente,ou pelo menos um mentor que pudesse me orientar.

Não obstante esta abundancia, as pessoas parecem
estar num estado letárgico e não se dão conta disso.

O que apenas veem é um emprego chato, que paga mal  e contas a pagar. E a única solução que veem para o problema é apenas reclamar ou tentar obter outro emprego, o qual também será chato, pagará mal e as contas ainda não estarão pagas.

Um assalariado necessariamente tem que saber que o que receberá na data estipulada do pagamento não será mais do que o valor acertado previamente na contratação, com os devidos acréscimos de dissídios salariais anuais. O mesmo em relação ao valor dos benefícios, como vale refeição. 

Um assalariado está preso ao seu salário. Isto é seu limite financeiro, com o qual deve ajustar suas necessidades e desejos, a cada trinta dias. Isso não mudou por enquanto.

Daí, quando um assalariado encontra outro, que ganha o mesmo valor, na mesma função e na mesma empresa, em uma situação melhor e favorável, (como estar sem dívidas, com saldo positivo no cartão e sem se preocupar se a empresa vai atrasar dois dias o adiantamento salarial) é motivo de espanto.

Daí quando se ouve um e outro, descobre-se as causas:
1.Enquanto um estoura o limite do cartão, o outro respeita seu limite de crédito;

2. Enquanto um troca de móveis, objetos e outras coisas anualmente, o outro só troca quando estraga, não tem conserto e preserva ao máximo seus objetos e materiais;

 3. Enquanto um come em no "Kilo" mais caro por que é chic, o outro come em lugares cujo preço é razoável, porém com qualidade;

4. Enquanto um reclama do emprego o tempo inteiro, o outro apenas faz seu trabalho e procura ficar em paz consigo mesmo;

5. Enquanto um reclama do emprego, mas não se aprimora o outro procura aprimorar-se constantemente por meio de estudos;

6- Enquanto um só depende do salário, o outro faz empreendimentos paralelos;

7. Enquanto um gasta tudo, por que tem muitas contas a pagar, o outro economiza , poupa e e tem um orçamento familiar ou pessoal.

Nestes casos, o "outro" é visto como um chato metido a besta ou como um bem aventurado, nunca como um previdente!

Mas o "um" nunca para para perguntar para o outro: "como você consegue?", ou ainda, "como você faz?" 

E a inércia segue....