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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um dia no Saara - RJ

Do Blog Carol Daemon


Imagem do Blog Carol Daemon


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Fui à Saara e acabei saindo no jornal

Foi assim, estava um calor infernal na última semana do ano e, atrás de uma sombrinha japonesa (provavelmente Made in China) e um chapéu Panamá, resolvi ir à Saara encontrar mais barato.
Não ria de eu ter comprado sombrinha como as senhoras do século XIX, assim que saí da loja e abri a dita cuja, um rapaz negro sem camisa, que trabalha como carregador, parou na minha frente e ficou me encarando boquiaberto. Encarei de volta com cara de poucos amigos achando ser deboche e ele "Onde você comprou? Foi caro?"
Respondi, é claro. Mas morri de pena ao ver que ele tem a mesma ocupação de seus antepassados escravos e no mesmo local, os sobrados coloniais do centro antigo do Rio. Trabalha seminu e sem direitos, os negros continuam sendo a carne mais barata do mercado.
Minutos depois, no primeiro sinal da Senhor dos Passos, parada esperando abrir, a sombrinha cumpriu nova função social, a moça esperando ao meu lado, abrigou-se debaixo como fazemos com guarda chuvas em dias de temporal. E também perguntou onde encontrar, saiu apressada e zonza com o sol inclemente.

Eu gosto muito da Saara, confesso que não morro de amores pelas lojas de 1,99 e de ambulantes vendendo tanta quinquilharia plástica, mas adoro o comércio tradicional e o clima de mercado aberto. Então, vou sempre mais ou menos nos mesmos lugares e nem tomo conhecimento das bugigangas.
Dessa vez, encontrei jornalistas do Jornal O Dia que, ao me verem de chapéu de malandro, óculos escuros de aviador e sombrinha de gueixa comprando uma bolsa de palha praiana, pediram para me entrevistar para uma reportagem sobre como os cariocas estão contornando o calorão.
O trecho da reportagem de O Dia onde fui entrevistada: Venda de ventiladores chega a triplicar por causa do calor:


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Carol Daemon